Testemunho Pessoal II – António

maonaareia
Tai Chi

“O caminho”

Entendo a aprendizagem do Tai Chi como um caminho; um caminho cheio de avanços, solavancos e por vezes mesmo recuos (como tudo). O que é realmente extraordinário é que no Tai Chi o progresso depende do nosso olhar para dentro, para o interior, o eu. E quando o conhecimento adquirido por via desse olhar é transportado para o quotidiano, tudo começa a fazer mais sentido. Deixamos de lutar contra nós, aceitamo-nos.

“Olhar para o eu”

O “olhar para dentro” não é uma simples metáfora. Ao evoluir no caminho do Tai Chi, senti que só o fazia por começar atingir uma quietude, resultado de um fluir interno. É senso comum que os estímulos externos negativos provocam tensão interna. Essa tensão manifesta-se imediatamente no nosso Tai Chi. É através da prática repetida que voltamos e recuperamos o fluir. E esse fluir é realmente tão bonito. E a transformação provocada por ele é importante na medida em que a prática passa a fazer parte de nós.

“O Mestre”

Sigo os ensinamentos do Mestre Xuan Wu. Gosto de humildemente pensar que sou seu discípulo. Como tal, pratico o Tai Chi do Mestre. Com o tempo, deixamos simplesmente de imitar o Mestre; desenvolvemos o “nosso Tai Chi”. Não nos enganemos: os movimentos estão lá, são os mesmos, mas ao serem interiorizados e interpretados internamente, a sua manifestação externa através do movimento do nosso corpo passa a ser nossa – única. Se por um lado somos todos parte de um todo, por outro, somos todos únicos. Como tal, o nosso Tai Chi torna-se único, nunca deixando de seguir a linha orientadora do Mestre.

“Os outros”

O nosso caminho confunde-se com o dos outros. Todos somos parte da mesma energia. Como tal, apesar de sermos únicos, ao seguirmos o fluir natural das coisas, facilmente encontramos paz junto dos outros. No Tai Chi não interessa o ser melhor ou pior que o próximo. Se não somos iguais, essa comparação não é importante.

A aprendizagem do Tai Chi é um caminho cuja existência do final não faz sentido. É o grande paradoxo. Caminhamos sem o objectivo de chegar a qualquer lado. Vamos caminhando tornando a harmonia do interno com o externo mais completa. Não temos que forçar um rumo porque esse é traçado naturalmente; já está dentro de nós. Temos tão simplesmente que seguir o fluir da nossa energia. Assim encontramos paz e harmonia.

Sobre Caminho Natural

Associação para a divulgação do Tai Chi e do Chi Kung do Mestre Xuan Wu.
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Uma resposta a Testemunho Pessoal II – António

  1. Foi bem definida a prática do tai chi, assim como o sentir o que nos deixa no íntimo de cada um.

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